O remédio começa a fazer efeito e a distorção sensorial que tem começo é quase magnífica; não fosse a situação e o contexto, eu diria que uma das melhores ocasiões nos últimos tempos.
Minha cabeça está levemente confusa e não sei o que escrever, não sei o que quero externar.
Briam Molko está descrevendo a dor com uma maestria invejável e minha agonia não é menor que o efeito dos remédios. Tudo isso me parece um vício doente do 'não se ter' e pra falar a verdade eu não sei ao certo o significado disso. Me sinto vazio e ao mesmo tempo repleto. Queria me enforcar agora mesmo, por que por algum motivo a morte me parece prazerosa. Meus olhos ardem e eu não quero me deitar. Não queria saber que vou acordar. Não queria saber que sera mais uma noite de sonhos sem sentido seguidos de um despertar doloroso. No fundo, eu não queria ter certeza de nada, mas infelizmente tenho certeza de algumas coisas que realmente fazem uma notável diferença. Deus está em crise, e não a nada a fazer se não esperar.
Passivo agressivo, até o último dos dias. Mas eu não quero que hajam mais dias.
Eu não quero mais o gosto.
O cheiro.
O tato.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
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